Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro

Somos um movimento de organizações da sociedade que a partir da identificação, sistematização e mapeamento de experiências procura se articular no estado com o objetivo de fortalecer as iniciativas agroecológicas

MST faz acampamento em frente ao Incra do Rio de Janeiro

Pelo menos 200 trabalhadores sem terra montaram, no início da tarde, um acampamento em frente à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense. Segundo Lívia Regina da Silva, da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o ato pode ser considerado o início das manifestações programadas para esta quarta-feira (24).

Henrique Fornazin

  Integrantes do MST, nesta quarta-feira (24), na porta do Incra do Rio de Janeiro.

Os trabalhadores rurais sem terra vão se concentrar, às 16h, na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, e se unir a outras categorias que já estão mobilizadas, como profissionais de educação, saúde, construção civil e servidores públicos. A pauta unificada de reivindicações inclui a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no Orçamento para a educação pública e gratuita e a realização da reforma agrária.

“A gente nunca viveu um período com tão poucas obtenções de terra. A gente precisa recolocar a reforma agrária na pauta central do governo, como alternativa para a organização da economia no país e a inclusão dos camponeses”, afirmou Lívia Regina. Segunda ela, no Rio de Janeiro, a última desapropriação de terra para assentamento foi feita em 2007.

Atualmente existem mil famílias acampadas no estado, vivendo em habitações improvisadas com lona, principalmente em área públicas, aguardando a liberação de terras pelo Incra. A soma dos trabalhadores já contemplados pelo instituto no Rio chega a 2,5 mil famílias. Esses produtores são beneficiários do programa que prevê, por exemplo, crédito para produção em condições diferenciadas, e acesso à educação no campo e à infraestrutura.

“Se, hoje, você for a um acampamento nosso, você vê que não é essa a situação. Há locais sem acesso porque a estrada é ruim, não tem ponte, não tem luz, as casas são, boa parte, de lona e madeira. A infraestrutura ainda é algo precário nos assentamentos”, ressaltou Lívia Regina.
Segundo a representante do MST, a reforma agrária envolve questões como um orçamento maior, o assentamento imediato das famílias acampadas e a estruturação dos assentamentos, com acesso a crédito e a assistência técnica.

Fonte: Agência Brasil

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Publicado em 26/08/2011 por em Uncategorized.

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