Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro

Somos um movimento de organizações da sociedade que a partir da identificação, sistematização e mapeamento de experiências procura se articular no estado com o objetivo de fortalecer as iniciativas agroecológicas

Região Metropolitana

Sítio Jesus é o caminho – família Faustino
A experiência do agricultor Domingos é um exemplo de agricultura diversificada periurbana, localizada no assentamento de Campo Alegre, núcleo Marapicu, no município de Nova Iguaçu. O trabalho é baseado na mão-de-obra dele e da mulher, sendo a fruticultura o forte da experiência. Domingos procura trabalhar com o resgate do conhecimento dos seus pais e avós, onde a agroecologia era praticada no dia-a-dia. A consorciação e a integração de culturas são as práticas mais utilizadas por Domingos e a mulher. A experiência do sítio Jesus é o Caminho consolidou-se como agroecológica de fato a partir da intensa participação de Domingos nas aulas da Escolinha de Agroecologia, coordenada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Nova Iguaçu. Domingos comercializa semanalmente sua produção na Feira da Roça de Nova Iguaçu que acontece todas as quartas-feiras, e complementa sua renda vendendo pipas no bairro Aliança, próximo a Marapicu.

Sítio do Seu Israel de Marapicu
Seu Israel é considerado um dos agricultores referência em agroecologia de Marapicu, sendo o seu sítio um dos mais diversificados do assentamento. Desde que conseguiu um lote da reforma agrária que Seu Israel experimenta inovações em sua lavoura, a começar pelo plantio de árvores em meio aos cultivos. Aguçou sua consciência agroecológica quando participou de um programa de manejo de microbacias do governo do estado do Rio. Seu Israel trabalha só em sua roça, quando pode contrata serviço por diária, e ainda assim seu sítio é um dos mais produtivos do assentamento. S. Israel produz muita fruta (laranja, limão, tangerina, maracujá, coco, acerola, abacate, etc.) e muita lavoura branca (milho, aipim, quiabo, feijão, feijão-de-corda e cana). Utiliza-se de técnicas como consórcios, adubação verde (principalmente mucuna), biofertilizante, homeopatia, entre outras. É participante assíduo da Escolinha de Agroecologia – CPT/Nova Iguaçu e comercializa seus produtos diretamente aos fregueses (de porta em porta) e na Feira da Roça de Nova Iguaçu.

Sítio Terra Nova – Dona Marielza
A experiência de D. Marielza consiste em um sistema de produção familiar integrado e diversificado, onde a fruticultura e a olericultura figuram como principais atividades. D. Marielza é uma das agricultoras remanescentes da ocupação de 1984 em Campo Alegre e resiste até hoje como agricultora no núcleo de Marapicu. Além de trabalhar diretamente na lavoura D. Marielza participa ativamente da associação dos agricultores de Marapicu e sempre está presente nos eventos de articulação em torno da agricultura familiar e da agroecologia. Esta experiência conta com a participação fundamental do seu filho de 14 anos, Douglas, que segundo suas próprias palavras adora a lida com a terra (“…sinto prazer em comer o que planto…”). Marielza participa ativamente da Escolinha de Agroecologia – CPT/Nova Iguaçu e da Feira da Roça no centro de Nova Iguaçu.

Escolinha de Agroecologia de Nova Iguaçu – CPT
Esta é uma experiência em educação, onde a agricultura agroecológica é o tema central e os participantes na sua grande maioria são agricultores familiares. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) coordena iniciativas como esta em vários locais do país. No Rio de Janeiro são duas, uma no norte do estado no municíopio de Campos e em Nova Iguaçu.

No caso de Nova Iguaçu, a Escolinha começou no assentamento de Campo Alegre, mais precisamente no núcleo de Marapicu, em 2007, envolvendo até os dias de hoje cerca de 100 famílias de diferentes comunidades rurais do município. A Escolinha de Agroecologia conta com uma grande parceria da EMATER/Nova Iguaçu e trabalha principalmente o tema da transição agroecológica, abordando fundamentalmente os seguintes pontos: homeopatia, plantas medicinais, confecção de caldas e biofertilizantes, controle biológico, dentre outros. As aulas práticas são realizadas nas comunidades, nas lavouras dos participantes, e as aulas teóricas dentro de sala de aula. Vale ressaltar que a Escolinha de Agroecologia é um importante espaço de articulação em torno do tema agricultura familiar, e tem contribuído para a organização dos agricultores, visto que atualmente a maioria dos agricultores que realizam a Feira da Roça de Nova Iguaçu, participou ou participa desta experiência.

O quintal de Dona Leda
A experiência da D. Leda aborda principalmente o tema da saúde, através do cultivo e do uso de várias espécies de plantas medicinais, e o tema da agricultura urbana, onde o aproveitamento do espaço para o cultivo de alimentos figura como uma grande inovação. O quintal da D. Leda está localizado no bairro de Guaratiba, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. A questão da saúde é muito bem trabalhada por esta agricultora experimentadora, além de cultivar mais de cinqüenta espécies de plantas medicinais em seu quintal, ela é uma profunda conhecedora dos usos destas plantas, detendo um conhecimento valioso acerca da fabricação de remédios caseiros. O quintal de D. Leda é um exemplo de biodiversidade, a convivência harmoniosa de diversas plantas em um espaço relativamente pequeno impressiona qualquer visitante. Além do cultivo de plantas medicinais, D. Leda tem em seu quintal muitos alimentos, tais como: abacate, banana, abacaxi, acerola, maracujá, graviola, taioba, cará-moela, abóbora, batata-doce, dentre muitos outros. D. Leda participa da Rede Fitovida que reúne 110 grupos de saúde de todo o estado e realiza um trabalho em sua comunidade através da Pastoral da Criança. O trabalho comunitário está fundamentado no estímulo à agricultura urbana, no combate à desnutrição infantil e na difusão dos fitoterápicos. D. Leda complementa sua renda vendendo mudas e plantas que ela produz em seu quintal.

Sítio agroflorestal do Seu Erenildo e Dona Aldeni
A família de Seu Erenildo vive no assentamento Eldorado no município de Seropédica. A paisagem do assentamento é profundamente afetada por pastagens degradadas e por constantes incêndios, o que torna as condições edafo-climáticas locais bastantes desfavoráveis à prática da agricultura de baixo uso de insumos. A saída que Seu Erenildo encontrou diante destas adversidades foi iniciar a implantação de sistemas agroflorestais em sua propriedade. A partir do contato da família de Seu Erenildo com o Grupo de Agricultura Ecológica (GAE) da UFRuralRJ é que iniciaram-se as experiências agroflorestais no sítio. Os sistemas agroflorestais implantados por Erenildo têm grande variedade de frutas e madeiras de lei, sendo a produção de citros e banana o destaque deste agricultor. Com as implantações Erenildo percebeu grande melhora do solo, devido a adubação verde oriunda de podas e quedas de folhas das árvores, além de uma mudança significativa do micro-clima da propriedade. Erenildo extrapolou os princípios agroflorestais para as áreas de lavoura branca e de olericultura, utilizando-se intensamente do feijão guandu como aliado na recuperação da fertilidade do solo. Erenildo participa semanalmente da Feira Cultural e Ecológica da Glória, organizada pela ABIO, no Rio de Janeiro, de onde tira boa parte de seus rendimentos.

Sítio da família Pimenta
Esta experiência é uma referência em agroecologia na região metropolitana do Rio de Janeiro, mais precisamente no município de Seropédica, onde a produção agropecuária diversificada e integrada é o ponto forte desta iniciativa. O agricultor João Pimenta, junto com seu pai e sua mãe, tocam um sítio agroecológico dentro do assentamento Sol da Manhã, produzindo uma gama vasta de produtos, tais como frutas, olerícolas, hortaliças, ovos, plantas medicinais, etc. O sistema de produção do sítio é integrado, onde a criação de gado, galinha e porco gera o esterco necessário ao desenvolvimento da lavoura, e a lavoura por sua vez contribui com a alimentação animal. Podemos destacar a prática de produção de húmus de minhoca no sítio. Outro ponto que merece destaque nesta experiência é cultivo de tomate protegido (utilizando-se uma estufa) e o desenvolvimento de uma variedade de milho adaptada às condições ambientais da região. Esta variedade de milho denominada “Sol da Manhã” foi desenvolvida em parceria com a EMBRABA Agrobiologia e a UFRuralRJ no sítio dos Pimenta e hoje encontra-se disseminada por várias regiões do estado, sendo aprovada e melhorada por vários agricultores familiares. A experiência dos Pimenta mantém uma parceria fundamental com a Rede Ecológica de consumidores do Rio, entregando produtos semanalmente e ajudando a estruturar um ponto de comércio agroecológico em Seropédica, o Quiosque Orgânico no Km 49.

Em cada canto um canteiro cultivado
Projeto de educação ambiental contínua desenvolvido na Escola Municipal João Brazil – Niterói, RJ.
Site: http://empfniteroi.blogspot.com
Contato: Rogério Lafayette (empfniteroi@gmail.com)

Agroecologia no CEPARL
Experiências educacionais na implementação de uma Agrofloresta no Colégio Professora Alcina Rodrigues Lima. Em Itaipu, Niterói – RJ. O Projeto tem como objetivo tabalhar com temáticas relacionadas a segurança alimentar, reflorestamento e biodiversidade, entre outros.
Site: http://agroecologiaceparl.blogspot.com
Contato: Gustavo Motta

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